Uma “Ilusão” consiste em uma determinada classe de estímulos do qual o indivíduo fica sob controle, classe essa que invariavelmente foi instalada ou mantida por reforçamento positivo (acrescimento de ganhos) ou reforçamento negativo (fuga da perda de danos).
A Perda dessa ilusão também
conhecida como “Desilusão” consiste em algumas situações na ampliação da
quantidade de estímulos do qual o individuo fica sobre controle, sendo que
estes estímulos acrescentados sinalizam contingências muitas vezes
incompatíveis com as contingências sinalizadas pelos estímulos da “Ilusão” de
uma perspectiva molar isso acaba ocasionando a perda na densidade geral de
estímulos reforçadores do indivíduo, ou seja, uma Punição Negativa
Dessa forma o mais comum é surgirem
padrões de comportamentos com função de fuga/esquiva do tipo Inflexibilidade
(“sempre foi assim, porque haveria de mudar?”, a famosa síndrome de Gabriela),
Fanatismo (Independente do que a lógica ou os sentidos dizem, nada pode
contrariar a “Fé”), Hipocrisia (se sabe que o que se quer acreditar está
errado, mas se acredita nisso por ser mais fácil).
Sabendo disso, alguém que visa
esclarecer alguém iludido terá mais chances de realizar tal feito, se o fizer
de maneira leve e gradativa por aproximação sucessiva, ao invés de bruscamente,
que ocasionará o contra-controle por parte do sujeito conforme descrito no parágrafo
anterior.
Muitos pensadores e filósofos
sofreram muitas represálias por quererem esclarecer as pessoas que seus pontos
de vista estavam incorretos, dentre esses mártires da iluminação, poderíamos citar
o próprio Nietzsche, Sócrates, e até mesmo B. F. Skinner tentando emplacar o
Behaviorismo, filosofia essa anti-indutiva (não fazendo parte da explicação
padrão mentalista).
Este que vos fala também sofreu
(e sofre) represálias quando tenta apresentar seus pontos de vista, que são
atacados por serem diferentes aos da maioria, e com os anos de contra-controle
sofridos (vulgo porrada), aprendeu estratégias de alterar a classe de estímulos
dos ouvintes sem sofrer esse efeito negativo, ou pelo menos reduzindo-o.
Se eu pudesse dar um conselho a
Nietzsche antes do pobre homem lúcido enlouquecer seria esse: A questão é não
reclamar do ser humano, pois ele funciona dessa forma mesmo, mas entender como
ele funciona para que suas ações tenham maior probabilidade de funcionarem.