Um dos argumentos geralmente usados tanto por criacionistas, como por cognitivistas (que Skinner em seu artigo e palestra que deu pouco antes de morrer chamou de criacionistas da Psicologia, não sem motivo), é o da complexidade irredutível.
Para os criacionistas seria impossível surgir por variação e seleção natural, acumulações de características que possibilitasse o surgimento de unidades complexas como o cérebro humano, as asas de uma águia, ou mesmo o olho, o ouvido etc. O que para eles derrubaria o argumento evolutivo de Darwin.
Eles dizem que um olho não poderia ter surgido da simples acumulação de características simples, pois deu aos organismos uma capacidade totalmente nova a “visão”, e se dele forem tiradas qualquer partes, como as córneas, essa não é possível, eles chamam então o olho de complexidade irredutível, ou simplesmente CI.
Esse argumento falho, que mais tarde mostrarei como derrubar, afirma ser necessário um Designer Inteligente (DI), é o mesmo usado por cognitivistas para explicar comportamentos complexos como o resolver problemas, o pensar, o sentir, o compor uma música, etc.
Para eles comportamentos tão complexos como esses não podem apenas ter surgido por processos de variação e seleção por conseqüências, proposto por Skinner, ou de outros processos naturais agregados como equivalências, generalizações, exaptação (Sprandels), mas por uma Mente Criadora (MC), o correlato do DI no âmbito do comportamento.
